Ficha artística
- Tânia: Sónia Bandeira
- Hélder: Fábio Oliveira
- Domingos: Joaquim Carvalho
- Lena: Andreia Santos
- Gomes: Armando Nunes
- Celestino: Manuel Soares
- Fátima: Emmanuelle Fèvre
- Eric: Diogo Encarnação
- Baixista: Bruno Lourenço
- Rosa Maria: Maria Albarran
- Médico: Nuno Mata
- &
- Paulo “Moleiro”
- Acácio Garcia
- Luís Marante
Ficha Técnica
- Realização: Miguel Gomes
- Argumento: Miguel Gomes, Mariana Ricardo, Telmo Churro
- Arranjos Musicais: Mariana Ricardo
- Director de Fotografia: Rui Poças A.I.P.
- Assistente de Imagem: Lisa Persson
- Director de Som: Vasco Pimentel
- 1º Assistente de Realização: Bruno Lourenço
- 2º Assistente de Realização: Catarina Ramalho
- Anotador: Telmo Churro
- Decoração e Guarda Roupa: Bruno Duarte
- Assistente de Decoração e Guarda Roupa: Susana Moura
- Montagem: Telmo Churro, Miguel Gomes
- Montagem de Som: Miguel Martins, António Lopes
- Mistura: Miguel Martins
- Director de Produção: Luís Urbano
- Chefe de Produção: Patrícia Almeida
- Coordenação de Produção: Cristina Almeida
- Assistente de Produção: Joana Vaz da Silva
- Produtores: Luís Urbano, Sandro Aguilar
- Co-Productor: Thomas Ordonneau
- Com o Apoio Financeiro de ICA, IP/MC e a Participação da RTP.
- 35MM; 1:1.66; DOLBY SRD; 150’
- © O Som e a Fúria, Portugal, 2008
Aquele Querido Mês de Agosto

Sinopse
No coração de Portugal, serrano, o mês de Agosto multiplica os populares e as actividades. Regressam à terra, lançam foguetes, controlam fogos, cantam karaoke, atiram-se da ponte, caçam javalis, bebem cerveja, fazem filhos. Se o realizador e a equipa do filme tivessem ido directamente ao assunto, resistindo aos bailaricos, reduzir-se-ia a sinopse: «Aquele Querido Mês de Agosto acompanha as relações sentimentais entre pai, filha e o primo desta, músicos numa banda de baile». Amor e música, portanto.
Nota de intenções
A vida nem sempre é fácil, meus amigos! Em Julho de 2006, ocorre uma pequena calamidade. A rodagem do filme, prevista para o mês seguinte, é adiada para data incerta. Falta dinheiro à produção para um argumento exigente, a ser rodado no interior de Portugal durante as festas de Agosto, e opções de casting ao realizador. Rapidamente recuperado do choque, este decide partir para o terreno com uma câmara de 16 mm e uma equipa composta por cinco elementos - pequena mas brava! – e filmar tudo aquilo que lhe parecesse digno de registo, comprometendo-se a reformular a ficção em conformidade. Esta história e as que se lhe seguiram poderão encontrá-las no filme; embora, por amor à verdade, se deva reconhecer que as aparências iludem e que certos realizadores têm uma propensão genética para a mistificação.
Documentário? Ficção? A meio deste filme vemos uma ponte: a ponte romana de Coja sobre o rio Alva, da qual se atira Paulo “Moleiro”. Sem querer parecer Confúcio, diria que de qualquer uma das margens que esta ponte une se avista perfeitamente a outra. E que o rio é sempre o mesmo.



